sexta-feira, 27 de julho de 2012

In the dark

Resolvi colocar um pequeno trecho de uma música que ando escutando por esses dias. O clima combina, "Na escuridão" está sendo o cenário de uma vida um tanto quanto monótona de final de férias. Aguardando os dias passarem vou eu caminhando, muitas coisas levo naquele ditado: empurrando com o a barriga. Se há ou não um motivo pra estar aqui, não importa, obrigatoriamente é onde eu nasci e todos que eu amo estão aqui. Falo de família.
Ser um ser pensante às vezes cansa. Todos os dias fecho meus olhos bem apertado sabe? O fundo preto de alguns segundos deixa-me livre de compromissos, de horários e principalmente de pessoas. Nascemos livres, temos que ser livres. Nessa de fechar os olhos fortemente, lá de cá eu lembro de como eu era ha uns 2 anos atrás ou 3. Ser livre me assustava, tinha medo, pavor, como aqueles trenzinhos do terror que tinha em parques de diversão. Era ruim, tinha medo das coisas, do novo sabe. Prefiria ficar presa a algo, podia ser um objeto, um lugar, uma coisa sem vida ou um alguém. Ali eu sabia que teria esse refúgio, uma proteção confortável e ao mesmo tempo limitada, porém quente e muito quente.
Hoje em dia vejo o quanto mudei, o quanto enrijeci. Capricornianas se prendem à apenas algumas coisas durante a vida toda, e nós escolhemos bem (ao menos tentamos). Por isso hoje me vejo na vontade de liberdade a qualquer preço, à qualquer hora. É claro que tenho compromissos e os cumpro dentro das minhas limitações (e às vezes até passo delas), mas não me vejo presa à algo assim tão depressa. Queria mudar essa realidade e voltar a ser aquela pessoa em chamas, e não essa geleira ambulante de hoje em dia.

"E se você está ansiado em ser livre
É melhor você pensar num jeito
de achar amor em seu coração."

terça-feira, 24 de julho de 2012

Anjo

"Hoje eu acordei mais cedo e fiquei te olhando dormir. Imaginei algum suposto medo para que tão logo pudesse te cobrir. Tenho cuidado de você todo esse tempo, você está sob meu abraço e minha proteção. Tenho visto você errar e crescer e amar e voar. Você sabe onde pousar, e ao acordar já terei partido. Ficarei de longe escondido, mas sempre perto decerto como se eu fosse humano, vivo vivendo pra te cuidar, te proteger sem você me ver, sem saber quem sou, se sou seu anjo ou se sou seu amor."

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Buri-Taquarí-vai

Quando eu viajava 1:30 hs por dia todos os dias pra estudar, via pra  lá da metade do caminho uma plantação gigantesca de laranjas. Era gigantesca mesmo, enorme, se perdia no olhar, como o mar.
Aquele plantio durava cerca de um ano, menos até. Eram períodos de safra feitos só pra essa safra. Era assim, eram plantados sabe-se la quantos pés de laranja, meses depois cresciam, davam frutos e morriam.
O dono talvez não se importasse em dizer o quanto aquela plantação era antiga. Ele todo ano plantava, esperava os belos frutos e cortava tudo outra vez. Segundo ele, renascer era mais importante que preservar.
Ele citou um dia numa palestra sobre meio ambiente que era mais importante regar aquela muda plantada há pouco tempo do que aquela arvore que teima em dar meia dúzia de frutos.
As arvores são como pessoas, mas pessoas não são como árvores.
O raciocínio que aquele jovem senhor tinha era de que muito mais valia cuidar bem daquilo que esta nascendo, do que deixar que a água da chuva regasse a árvore que aos poucos iria secando com o tempo.
Aquelas laranjeiras reagiam satisfeitas com o tamanho tratamento que o seu dono as dava. Elas viviam mais felizes, sabiam que iriam durar o tempo suficiente para pra trouxessem alegria para quem as criou.
Uma nova safra iria vir, outras laranjinhas iriam nascer, todas felizes. Era um ciclo, ninguém era mais que ninguém, no final todas iriam morrer mesmo. Renovação é o que há!

De lá pra cá

De lá pra cá tem sido assim, um buraco ali, uma montanha aqui. Os altos e baixos da vida humana. Não me recordo ao certo o dia em que se entregou pra mim numa noite de quinta feira, se não me engano, e eu pude me renovar, renovar tudo o que aquele cupim acabou comigo naquela época. Foi destruidor, acredite.  Levou dias de sono, meses! E levou vontades e sonhos tudo pro alto novamente, tudo pro topo, topo das preocupações, topo dos sonhos. Ser capricorniana acaba ilimitando algumas coisas na vida, não sabem dosar nem deixar balanceado. Deve ser por isso que todo capricorniano que eu conheço tendem a procurar maneiras de se equilibrar. Eles desiquilibram fácil quando há uma razão forte, como um redemuinho, sabe?  Daqueles que não se importam se sua base é boa ou se a construção foi feita pelo melhor engenheiro e planejada pelo melhor arquiteto.
Vem e derruba sem dó.

Titanic

Eu sempre te encontro nos meus sonhos e hoje você apareceu em um deles. Te vi de longe, andando, tinha alguns livros e muitas profecias.Não sei ao certo qual era sua rota e seu caminho, mas sei qual era seu destino final: você não tinha.
Andei muito nos rastros teus achando que me levariam a algum lugar. Pegadinhas que tiram noites e noites de sono, trazem turbulências e icebergs também.
Posso chamá-la de Titanic. Foi um grande naufrágio, centenas de pessoas, amores, vidas e classes. Digamos que todas as centenas de pessoas fossem eu. Sim, eu, dividida em todas elas, ou melhor, renascendo em todas elas a cada momento de morte e de aflição que pedia de mim vida, mais vida, muita vida.
Já morri muito, muito mesmo. Não que seja natural pra mim, mas morri bastante durante esses tempos, venha cá meados de 2009.
De lá pra cá foram treinamentos dolorosos que me levavam pra longe do mundo real. A dor enquadrada nisso significa a dor passiva. Dor de perda sabe. Dor que vem e que vai encruzilhando medos e fobias degenerativas que vão assim como cupins, destruindo tudo.