Resolvi colocar um pequeno trecho de uma música que ando escutando por esses dias. O clima combina, "Na escuridão" está sendo o cenário de uma vida um tanto quanto monótona de final de férias. Aguardando os dias passarem vou eu caminhando, muitas coisas levo naquele ditado: empurrando com o a barriga. Se há ou não um motivo pra estar aqui, não importa, obrigatoriamente é onde eu nasci e todos que eu amo estão aqui. Falo de família.
Ser um ser pensante às vezes cansa. Todos os dias fecho meus olhos bem apertado sabe? O fundo preto de alguns segundos deixa-me livre de compromissos, de horários e principalmente de pessoas. Nascemos livres, temos que ser livres. Nessa de fechar os olhos fortemente, lá de cá eu lembro de como eu era ha uns 2 anos atrás ou 3. Ser livre me assustava, tinha medo, pavor, como aqueles trenzinhos do terror que tinha em parques de diversão. Era ruim, tinha medo das coisas, do novo sabe. Prefiria ficar presa a algo, podia ser um objeto, um lugar, uma coisa sem vida ou um alguém. Ali eu sabia que teria esse refúgio, uma proteção confortável e ao mesmo tempo limitada, porém quente e muito quente.
Hoje em dia vejo o quanto mudei, o quanto enrijeci. Capricornianas se prendem à apenas algumas coisas durante a vida toda, e nós escolhemos bem (ao menos tentamos). Por isso hoje me vejo na vontade de liberdade a qualquer preço, à qualquer hora. É claro que tenho compromissos e os cumpro dentro das minhas limitações (e às vezes até passo delas), mas não me vejo presa à algo assim tão depressa. Queria mudar essa realidade e voltar a ser aquela pessoa em chamas, e não essa geleira ambulante de hoje em dia.
"E se você está ansiado em ser livre
É melhor você pensar num jeito
de achar amor em seu coração."
Nenhum comentário:
Postar um comentário