Eu sempre te encontro nos meus sonhos e hoje você apareceu em um deles. Te vi de longe, andando, tinha alguns livros e muitas profecias.Não sei ao certo qual era sua rota e seu caminho, mas sei qual era seu destino final: você não tinha.
Andei muito nos rastros teus achando que me levariam a algum lugar. Pegadinhas que tiram noites e noites de sono, trazem turbulências e icebergs também.
Posso chamá-la de Titanic. Foi um grande naufrágio, centenas de pessoas, amores, vidas e classes. Digamos que todas as centenas de pessoas fossem eu. Sim, eu, dividida em todas elas, ou melhor, renascendo em todas elas a cada momento de morte e de aflição que pedia de mim vida, mais vida, muita vida.
Já morri muito, muito mesmo. Não que seja natural pra mim, mas morri bastante durante esses tempos, venha cá meados de 2009.
De lá pra cá foram treinamentos dolorosos que me levavam pra longe do mundo real. A dor enquadrada nisso significa a dor passiva. Dor de perda sabe. Dor que vem e que vai encruzilhando medos e fobias degenerativas que vão assim como cupins, destruindo tudo.
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